Apresenta
ALTO VERÃO S/S 27

O Alto Verão nasce a partir de uma visita ao showroom da Avant Stones, curadora especializada em mármores nacionais e internacionais, fundada por Alberto Piha.

Provenientes da natureza, os quartzitos, seus tons e nuances não apenas estimularam o processo criativo, mas também se tornaram o cenário da campanha, aproximando moda e arquitetura em uma mesma narrativa.

Descubra mais sobre esse universo.

Fundada em 2022, a Avant Stones está localizada em São Paulo. Com um olhar dedicado à curadoria e à criação de projetos de excelência, a marca foi essencial para traduzir na construção do conceito da campanha.

Todo projeto começa por uma escolha. Uma coleção nasce de referências, formas, e ideias que, quando selecionadas, constroem uma linguagem e dão a direção, sendo o ponto de intersecção com esse trabalho de curadoria da Avant.

Em seu repertório, revela-se um olhar atento à matéria, às formas e às referências que atravessam a arquitetura, a arte e o design.

"A tendência aponta o caminho. A curadoria define o que permanece..”
Alberto Piha


1.MODA E ARQUITETURA

BB. Quais movimentos de arquitetura, arte, design e moda estão no DNA da Avant Stones?

AP. “Menos um movimento específico e mais uma ideia que atravessa todos eles: a de que o material não é acabamento, é ponto de partida. Isso está no modernismo brasileiro, que tratou a pedra como estrutura.”

BB. No universo das pedras naturais, o que vem primeiro: a matéria, a forma, a funcionalidade ou a inspiração?

AP. “A matéria, sempre. Diferente de quase tudo que se usa em um projeto, a pedra não é fabricada sob medida. O trabalho é reconhecer o que aquela chapa já é e encontrar o lugar certo para ela. É por isso que a conversa com o arquiteto começa antes da especificação: entender a intenção do projeto é o que permite indicar o material certo, e não apenas o material disponível.”

2.TENDÊNCIAS

BB. Quais tendências, lugares e culturas vocês observam e aplicam na curadoria de produtos?

AP. “Acompanhamos de perto a Itália, especialmente pelo Salone del Mobile, onde estamos presentes. É lá que se antecipa o que chega ao Brasil dois ou três anos depois. Observamos o Oriente Médio, hoje o mercado mais ousado do mundo em uso de pedra, e a Escandinávia, pelo caminho oposto: contenção e silêncio visual. Mas há diferença entre observar tendência e seguir tendência.”

BB. Como a sazonalidade e as estações do ano se relacionam com as escolhas das pedras?

AP. “Menos do que se imagina, e é aí que está a graça. Existe um movimento de gosto: tons quentes e travertinos voltaram com força, os brancos absolutos deram lugar a materiais com mais movimento. Mas quem escolhe uma pedra pensando na estação escolhe errado. Ela vai continuar ali muito depois do ciclo virar. Parte do nosso trabalho é justamente proteger o projeto da escolha datada, porque a pedra costuma ser o elemento mais permanente de um ambiente.”

BB. Qual é o seu estilo?

MG. “Ao longo da semana sou extremamente básica, priorizando peças-chaves, conforto e praticidade. Já para os finais de semana, trabalhos e eventos gosto de peças que sejam divertidas, diferentes e coloridas, porém sempre confortáveis.”

“O que fazemos é seleção. E selecionar é sempre um exercício de repertório." Alberto Piha